Foi mais ou menos assim…

A gente se conheceu num chat. Desses que se entra quando não se está fazendo nada. Amizade legal, sempre nos falávamos. Até que um dia a minha conexão cai. Ela faz um draminha de brincadeira, e eu digo: “me dá seu celular, da próxima vez eu mando uma mensagem”. E está feita a coisa.

Certo dia estou lá eu – a essa altura meu celular já estava cheio de mensagens dela – olhando minha caixa de entrada, vejo que recebi um e-mail. Sobre o amor. De quem? Dela. E o que ela queria dizer com isso? Meio que assim… Como assim? E porque para mim? Hm?… Hein? Bom, não sabia o que dizer. Tentei escrever uma resposta umas três ou quatro vezes, não tinha o que responder, nem sabia o que dizer. E não respondi. Se fizesse uma crítica ao texto apenas, poderia ter pouco tato.

Noutra semana, MSN. Aquela mulher estava mudada naquele dia. E eu, certa de que dessa vez ia ser engolida por aquele furação de libido. Um metro e oitenta de sedução. Vestido vermelho de imensos decotes nos seios e nas coxas – fundo da janela da conversa vermelho, cor da fonte vermelha. Uma mulher fatal – não tinham mais emoticons fofinhos, de olhos esbugalhados e sobrancelhas arqueadas. Eu sentada inocentemente na cadeira em frente ao computador, tão distraída. Pôs meu corpo entre as suas pernas. Senti seu perfume, de flores. O vestido escorregando por entre as coxas, e disse-me, como num sussuro: “e aí, Bela, se você me conhecesse, pé na bunda, ou mão na bunda?”. Tremi na base. “Não sei… Acho que ficaria, sim…”

Daí em diante nada foi igual. Como assim??? Ela disse!!! Falei isso para ela: “olha aí, você se entregou, oras”, “Você está se gabando?”, “Não” (só vou pôr uma frase de exibição diferente: ‘Gatas, façam fila indiana, por favor’). Conversamos mais um pouco. Quase não agüentei esperar, sufoco, viu? Foi tomar banho. “Pronto. É agora. Vou ficar offline e fingir que caí”. Continuei, não saí. Foi jantar. Pãezinhos de queijo. Pensei: “vou sair agora. Agora, eu saio”. Não consegui. Perguntou-me: “tá servida?”. “Posso começar pelo biquinho do peito?”… Aaahhh.

Outro dia falei, abri o jogo. Perguntei, e aí, o que é, e tal. Ela respondeu. Explicou que não tinha nada, que é normal trocar mensagens, e a crônica ela achou interessante, por isso mandou para mim e para a irmã dela – “E vermelho é minha cor predileta”, “E troquei de computador, por isso não tenho os emoticons”… Já a pergunta foi auto-explicativa, mas também tem meio Brasil para que a gente se conheça mesmo…

Enfim… É duro ser gostosa!

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