Manual da Sapatão – parte II

Entrando no Lesbianismo: Absorvendo Cultura Lésbica

Chegamos na fase 2 da sapa. Agora que você sabe o que é (se é que você é, não é bi, pan, queer ou algo ainda sem classificação), nada melhor do que se habituar ao ambiente. Acostumar-se ao meio pela cultura. Leia-se cinematografia, lugares virtuais, literatura lésbica, e música.

Música sim, essa você já sabia. Aquela da Ana Carolina… A que comeu a Madonna. Todo mundo já ouviu falar. Há mais do que se olha à primeira vista. É, há mais. Dizem que a Ana é um culto, que há a Igreja Carolina. Talvez sejam boatos, não sei bem. Depois você descobre porque aquela sua vizinha tanto escuta Isabella Taviani e Adriana Calcanhoto (am, né!). Fica sabendo também da Gal Costa, da Marina Lima, que já tiveram um caso. A Cássia Eller, a que gostava muito dos All Star azuis da outra, estava na cara (que deus a tenha). E para fechar com chave de ouro, a Maria Bethânia, a Simone e a Zélia Duncan.

Também têm as estrelas internacionais, as que beijam na boca de todo mundo. As Tatu, a Madonna, a Britney, tem a Beth Ditto… Tem até uma dupla de irmãs gêmeas lésbicas, Tegan e Sara.

Tegan e Sara

A cinematografia é iniciática. Tipicissícima. E você vai lá, olhar tudo, superempolgada, afinal, tem cenas de sexo. E muito romance – no fundo é isso que toda lésbica quer: viver uma linda história de amor. A suprema obra é a série norteamericana The L Word, que já terminou, e todo mundo até agora se pergunta “quem, afinal, matou Jenny”? Sim, e os filmes, os filmes. Os mais conhecidos: Assunto de Meninas, Almas Gêmeas, As Horas, Meninos não Choram, Ligadas pelo Desejo, Desejo Proibido, Beijando Jessica Stein, Imagine Eu e Você, Loving Annabelle, Melhor que Chocolate, e por aí vai. Quando você vê, já assistiu quase tudo.

Mas, claro, você não descobre tudo isso do nada. A coisa toda começa com a vontade de se testar pela internet. Você procura chats. Bate papo Uol, IG, Terra. E lá vamos nós. Aprende-se a filtrar as que só querem sexo. “oi” “oi, linda, de onde tc?” “sp e vc?” “poa” “idade?” “23” “30”. Faz as perguntas de praxe… “feminina ou masculina?”, “ativa ou passiva?”, “tem cam?”, “me add: gatinhalouca@hotmail.com”.

Faz MSN fake lésbico, só para as colegas sapinhas… O Orkut fake lésbico, para ter aquelas comunidades que no oficial você não pode ter, né? Para falar sapatisses e ter sapatisses na sua páginas de recados livremente. É isso aí.

Papo vai, papo vem, você faz amizades com sapinhas do Brasil todo. E com outras sapinhas também. Se seu caso for outro, e você tiver amigas sapas para conversar ao vivo. Através delas (ou através do grande G) fica sabendo do Leskut, do Parada Lésbica, do The Salto Alto, do Dykerama, dos milhares de blogs lésbicos por aí pelo mundo… Dos contos lésbicos que tem na internet: do Fator X e do abcLES, ou os que tem nos sites e nos blogs mesmo. Das autoras de literatura lésbica com livros publicados… Vange Leonel, Lúcia Facco, Cassandra Rios – as tias sapas mor. Vê os contos eróticos também (claaro…). Durante um tempo, né. Porque afinal, de pornografia todo mundo cansa. E é difícil encontrar de qualidade. A Thammy que nos diga.

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